De acordo com um estudo conduzido pela consultoria americana CEB em parceria com o Google, as marcas que se comunicam com seu público de modo pessoal e num nível mais próximo e afetivo, apresentaram o dobro de taxa de conversão de clientes em comparação a marcas que se comunicam apenas “vendendo” seus produtos de maneira objetiva, destacando somente sua utilidade ou vantagens “práticas”.

As redes sociais possuem uma linguagem e espaço para diálogos próprios, com modos de comunicação específicos, bem diferentes daqueles que eram encontrados no sistema de broadcast tradicional do século XX. O marketing sempre buscou vender junto com o produto nseu estilo de vida. Isso permanece nas redes sociais, mas o espaço para comunicação mudou completamente. Num contexto onde a mensagem era emitida em suportes onde a interatividade era quase inexistente e o espaço para comunicação direta não era instantâneo, as marcas não possuíam meios eficazes para engajar o consumidor de modo individual em larga escala.

Com a revolução na comunicação que as mídias sociais provocaram, as empresas agora têm a possibilidade de se comunicarem diretamente e de modo constante com seu público alvo e de se conectarem emocionalmente, engajando o público em valores e fidelizando o cliente em torno de emoções que são mobilizadas por estratégias cada vez mais personalizadas.

Criar uma cultura de diálogo e identificação sobre a marca funciona de modo ainda mais acentuado nas mídias sociais, onde o conteúdo é produzido e disseminado diretamente com clientes/usuários. Um bom exemplo dessa relação pode ser exemplificado com a Apple.

A marca criou em seu entorno uma cultura que foi apropriada pelos usuários, que se conectam à empresa e seus produtos de modo emocional, mesmo que as funções sejam parecidas com os dispositivos de outras marcas. Utilizar produtos da Apple é sinônimo de estar envolvido no que é mais descolado e causa orgulho e pertencimento a essa “comunidade” de usuários.

É fundamental que as empresas estejam atentas ao valor agregado emocional que seus produtos carregam e que suas campanhas estimulam, pois como as redes sociais são um veículo fundamentalmente afetivo, os usuários estão constantemente gerando conteúdo que expressam suas emoções e recorrentemente relacionando as marcas a esses sentimentos.

É parte importante de uma boa estratégia de mídias sociais, monitorar os sentimentos e emoções relacionados à marca e analisá-los para estabelecer um diálogo eficiente em torno da comunicação que se propõe a construir com os diversos stakeholders. Como passo prévio à construção do plano de comunicação se apresenta o monitoramento dos termos relacionados à marca nas redes sociais, isso irá nos revelar como está o ambiente.

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